PL 3555/2004 Câmara dos Deputados Veja a íntegra da audiência pública

terça-feira, 2 de outubro de 2007

FÓRUM INTERNACIONAL DE RESSEGUROS - AGF SEGUROS






Com presença maciça de brokers de seguro e resseguros, foi realizado ontem no Hotel Gran Meliá Mofarrej, em São Paulo, o Fórum Internacional de Resseguros. A AGF Seguros, uma empresa do grupo Allianz, tinha como objetivo revelar as perspectivas dos mercados de seguros e resseguros em relação à abertura do setor e promover o debate entre personalidades do Brasil e exterior. Foi além das expectativas.


Max Thiermann, presidente da AGF Seguros


A abertura foi feita por Max Thiermann, presidente da AGF Seguros, mediado por Paulo Miguel Marracini, vice-presidente do conselho de administração da companhia, que formou a mesa com representantes de diversas áreas, tais como corretores, seguradores, compradores de resseguros, juristas e resseguradores internacionais. Participaram Jorge L.D. Caminha, diretor-presidente da Guy Carpenter & Company no Brasil, Luiz Octavio de Morin Parente de Mello Jr.,gerente de seguros da área de Planejamento e Financeiro e Gestão de Riscos da Petrobrás, Markus Glowka líder da equipe de Contrato de Resseguros do Grupo Allianz, em munique, Marcelo Mansur Haddad, sócio do escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Junior e Quiroga Advogados, Maria Helena Bidino, diretora de resseguros da Fenaseg e professora da Funenseg, Vandro Ferraz da Cruz, diretor técnico do IRB, e no encerramento a diretora da divisão Global & Corporete da AGF Seguros, Margo Black.


Mais uma vez reuniram-se corretores de seguros e resseguros na busca do entendimento sobre os dois principais fatores de inclusão do país no mercado internacional de resseguros.

As novas regras de solvência e a abertura do resseguro, simultaneamente, são os desafios que se apresentam aos agentes econômicos de mercado e ao regulador, a Susep – Superintendência de Seguros Privados. Estes fatores contribuirão para uma mudança significativa na composição do ranking do mercado brasileiro dos próximos cinco anos. Nos últimos quinze anos de expectativas com a abertura do resseguro, as empresas que compõem o ranking não foram as mesmas, sendo que o processo de maturação do mercado ofereceu um amplo leque de fusões e aquisições, das próprias seguradoras e de conglomerados financeiros internacionais.
Esses movimentos estão longe de cessar segundo os analistas presentes, que apostam ainda em várias acomodações, onde seguradoras procurariam novos nichos de atuação, consolidação de sua posição no mercado ou parcerias. Os principais meios que tornam operacionais tais expectativas são ainda as aquisições e fusões, que são esperadas em grande número, as joint-ventures e alianças estratégicas ou a busca de fortalecimento através de injeção de capital próprio ou abertura de capital através de IPO's.
As novas regras para a abertura do resseguro devem ser implementadas já em 01.01.2008, dependendo da agilidade do órgão regulador, a Susep, que acaba de passar por uma mudança de comando. Essa mudança introduziu um novo ingrediente de instabilidade na condução dos processos que por sí já são de alta complexidade. Aos olhos dos agentes internacionais a realização de mudanças simultâneas são aguardadas com grande cautela, tendo em vista que os movimentos no mercado internacional são mais lentos e graduais, numa conduta par e passo sistematicamente desprezada no Brasil por sucessivos governos.
O desafio do novo superintendente da Susep de suceder Renê Garcia, justamente neste momento de decisões sobre as mudanças estruturais por ele inicialmente implementadas é descomunal. Interpretando dessa forma e assimilando a mudança no órgão regulador, efetuada com fator estritamente político na direção mas providencialmente técnico nas demais nomeações, por pressão de atores ligados ao planalto, o mercado não só torce para o êxito da nova equipe, como também age prontamente no sentido de prover subsídios, discussões e embasamento para nortear as necessárias mudanças, de forma a induzir ao sucesso da implementação das medidas. O holofote instalado a partir do gabinete da presidência da república no órgão regulador, tem dado ao mercado as garantias de que se leve a uma solução de mercado. As pressões pós nomeação foram enormes no governo, que procura agir com muito cuidado na questão. Essa movimentação importante e consistente do mercado como um todo é que tem provido a sensação de que, por meios indiretos, o mercado vai impor uma solução de consenso, levando o órgão regulador a não reinventar a roda, e eliminar o fator de incerteza, que foi gerado pela mudança.
O entendimento que as soluções de mercado devam prevalecer sobre neologismo é cada vez mais consistente e estreitam cada vez mais o entendimento comum, num processo muito producente. Conceitos novos, modelos não testados, mudanças de comando, tudo isso ao mesmo tempo criam um ambiênte de instabilidade.
Como se comporta a preferência legal às resseguradoras locais no longo prazo, as alterações interna corporis do IRB Brasil e suas novas diretivas, a tempestividade das regras de solvência e sua dosagem, o viés de defesa do consumidor com uma aparente burocratização de processos e clausulados, releitura, redundância e obrigatoriedade de temas tratados na legislação nos contratos, obrigatoriedade para determinados ramos serem operados por ressegurador local, limites operacionais baixos e retenção alta, a aplicação da mesma regulação a grandes riscos e seguros massificados sem níveis de regulamentação como no exterior, a aplicação da hermenêutica entre as regulações e os códigos do consumidor e civil, a tradução juramentada, todas estas questões precisam ser ordenadas.
Como vai ser aplicada a regra de retenção para as resseguradoras locais, se caso a caso como sempre se praticou, ou outros processos já colocados em discussão pelo mercado, qual o nível de burocracia e exigência do órgão regulador, a obrigatoriedade na proteção das locais em detrimento de possíveis acordos operacionais de mercado com investimento das resseguradoras internacionais nas nacionais, como liderar com um percentual menor, como investir num ambiênte de restrição fiscal e de nebulosidade sobre o retorno do capital, retrocessão entre resseguradoras e controladoras no exterior, internalização do capital, necessidade de capital, custo benefício do capital, quais as necessidades locais para resseguro e sua compatibilidade com os investimentos exigidos no país, qual o ambiênte e regime fiscal adotado pela Receita Federal, será atrativo para os investidores externos? Esses os questionamentos que vão definir o fluxo de investimentos externos no mercado de resseguro nacional. A incerteza deve durar pelos próximos quatro anos. A sofisticação da oferta certamente haverá e levará a uma maior demanda por acompanhamento e gerenciamento de risco.
Haverá uma profissionalização e volta à técnica, deixada de lado de forma displicente pelas seguradoras, na busca desvairada por market share e resultado financeiro. Esta sofisticação na oferta de novos seguros e coberturas pelos resseguradores deverá transformar o mercado de seguros, obrigando os seguradores a um ambiente de criatividade e de resultados operacionais. Estas as conclusões que posso tirar dessa discussão muito interessante, que trouxe o componente da visão internacional sobre a questão, inovando no debate até então feito em vários fóruns sobre o tema no eixo Rio - São Paulo.




Paulo Leão de Moura Jr. - Broker e consultor de resseguro



A troca de impressões com os corretores de resseguros que já atuam no mercado foi muito produtiva e variada. Há quem diga que há uma expectativa superdimensionada das novas oportunidades, aqueles que vêm no processo um alicerce pra futuros negócios e aqueles que sonham com um mercado melhor. A soma das expectativas e das análises dos palestrantes foi fundamental e traduzida num expressivo número de perguntas por parte dos presentes. Afinal, a comunicação tem duas vias e a AGF Seguros está de parabéns pela realização do evento.


Luis Stefano Grigolin, 43, corretor de seguros, consultor e especialista em tecnologia da informação, jornalista, com 29 anos de atuação no mercado de seguros.

ESCÂNDALOS EM PROGRESSÃO GEOMÉTRICA

Se você está na faixa dos quarenta certamente saberá do que estou falando, mas se tiver menos, precisa entender o que é o Brasil comtemporâneo, o que representa a imprensa e ver que maravilha de esforço de informação, que chega até você hoje de forma muito rápida e fácil. Antes deste período, só mesmo as pessoas mais influentes tinham acesso a este tipo de escândalo, que era mais restrito e não contava com tantos meios de comunicação para se propagar. Hoje o picareta age aqui e já estamos noticiando a traquinagem alí, em fração de segundos. Então use a facilidade da comunicação para que não prospere as traquinagens. Denuncie, ponha a boca no trombone, não deixe meia dúzia de espertos se apossarem da coisa pública, no seu trabalho, na escola, no seu bairro, no seu município, no seu estado, no seu país. Dê trabalho para o Ministério Público e fortaleça as instituições. Vamos limpar este país! Até porque como podem ver os picaretas estão se sofisticando a cada dia que passa!
Abaixo, tudo anunciado na imprensa:
Governo Geisel (Ernesto Geisel) (1974-1979)
Caso Wladimir Herzog, Caso Manuel Fiel Filho, Caso Lutfala, Caso Atalla Ângelo Calmon de Sá (ministro acusado de passar um gigantesco cheque sem fundos), Lei Falcão (1976), Pacote de Abril (1977) ,Cassações dos Parlamentares no Governo Geisel, Grandes Mordomias dos Ministros no Governo Geisel.
Governo Figueiredo ( João Baptista Figueiredo) (1979-1985)
Anistia de 1979, Caso Capemi, Caso do Grupo Delfim, Escândalo da Mandioca, Escândalo da Brasilinvest, Escândalo das Polonetas, Escândalo do Instituto Nacional de Assistência Médica do INAMPS, Caso Morel, Crime da Mala, Caso Coroa-Brastel, Escândalo das Jóias.
Governo Sarney (José Sarney) (1985-1990) CPI da Corrupção, Escândalo do Ministério das Comunicações (grande número de concessões de rádios e TVs para políticos aliados ou não ao Sarney. A concessão é em troca de cargos, votos ou apoio ao presidente), Caso Chiarelli (Dossiê do Antônio Carlos Magalhães contra o senador Carlos Chiarelli ou "Dossiê Chiarelli"), Caso Imbraim Abi-Ackel, Escândalo da Administração de Orestes Quécia, Escândalo do Contrabando das Pedras Preciosas.
Governo Collor ( Fernando Collor de Mello) (1990-1992)
Escândalo da Aprovação da Lei da Privatização das Estatais, Programa Nacional de Desestatização, Escândalo do INSS (ou Escândalo da Previdência Social), Escândalo do BCCI (ou caso Sérgio Corrêa da Costa), Escândalo da Ceme (Central de Medicamentos), Escândalo da LBA, Esquema PP, Esquema PC (Caso Collor), Escândalo da Eletronorte, Escândalo do FGTS, Escândalo da Ação Social ,Escândalo do BC, Escândalo da Merenda, Escândalo das Estatais, Escândalo das Comunicações, Escândalo da Vasp, Escândalo da Aeronáutica, Escândalo do Fundo de Participação, Escândalo do BB.
Governo Itamar Franco (Itamar Augusto Cautiero Franco) (1992-1995)
Centro Federal de Inteligência (Criação da CFI para combater corrupção em todas as esferas do governo), Caso Edmundo Pinto, Escândalo do DNOCS (Departamento Nacional de Obras contra a Seca ) (ou caso Inocêncio Oliveira), Escândalo da IBF (Indústria Brasileira de Formulários), Escândalo do INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Previdência Social), Irregularidades no Programa Nacional de Desestatização, Caso Nilo Coelho, Caso Eliseu Resende, Caso Queiroz Galvão (em Pernambuco),,Escândalo da Telemig (Minas Gerais), Jogo do Bicho (ou Caso Castor de Andrade) (no Rio de Janeiro), Caso Ney Maranhão, Escândalo do Paubrasil (Paubrasil Engenharia e Montagens), Escândalo da Administração de Roberto Requião, Escândalo da Cruz Vermelha Brasileira, Caso José Carlos da Rocha Lima, Escândalo da Colac (no Rio Grande do Sul), Escândalo da Fundação Padre Francisco de Assis, Castro Monteiro ( em Ibicuitinga, Ceará ), Escândalo da Administração de Antônio Carlos Magalhães (Bahia), Escândalo da Administração de Jaime Campos (Mato Grosso), Escândalo da Administração de Roberto Requião (Paraná), Escândalo da Administração de Ottomar Pinto (em Roraima), Escândalo da Sudene de Pernambuco, Escândalo da Prefeitura de Natal (no Rio Grande do Norte), CPI do Detran ( em Santa Catarina ), Caso Restaurante Gulliver (tentativa do governador Ronaldo Cunha Lima matar o governador antecessor Tarcísio Burity, por causa das denúncias de Irregularidades na Sudene de Paraíba), CPI do Pó (em Paraíba), Escândalo da Estacom (em Tocantins), Escândalo do Orçamento da União (ou Escândalo dos Anões do Orçamento ou CPI do Orçamento), Compra e Venda dos Mandatos dos Deputados do PSD, Caso Ricupero (também conhecido como "Escândalo das Parabólicas").
Governo FHC ( Fernando Henrique Cardoso) (1995-2003)
Escândalo do Sivam (Primeira grave crise do governo FHC), Escândalo da Pasta Rosa, Escândalo da CONAN, Escândalo da Administração de Paulo Maluf, Escândalo do BNDES (verbas para socorrerem ex-estatais privatizadas), Escândalo da Telebrás, Caso PC Farias, Escândalo da Compra de Votos Para Emenda da Reeleição, Escândalo da Venda da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), Escândalo da Previdência, Escândalo da Administração do PT (primeira denúncia contra o Partido dos Trabalhadores desde a fundação em 1980, feito pelo militante do partido Paulo de Tarso Venceslau), Escândalo dos Precatórios, Escândalo do Banestado, Escândalo da Encol, Escândalo da Mesbla, Escândalo do Banespa, Escândalo da Desvalorização do Real, Escândalo dos Fiscais de São Paulo (ou Máfia dos Fiscais), Escândalo da Mappin, Dossiê Cayman (ou Escândalo do Dossiê Cayman ou Escândalo do Dossiê Caribe), Escândalo dos Grampos Contra FHC e Aliados, Escândalo do Judiciário, Escândalo dos Bancos, CPI do Narcotráfico, CPI do Crime Organizado, Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo FHC, Escândalo da Banda Podre, Escândalo dos Medicamentos (grande número de denúncias de remédios falsificados ou que não curaram pacientes), Quebra do Monopólio do Petróleo (criação da ANP), Escândalo da Transbrasil, Escândalo da Pane DDD do Sistema Telefônico Privatizado (o "Caladão"), Escândalo dos Desvios de Verbas do TRT-SP (Caso Nicolau dos San tos Neto, o "Lalau"), Escândalo da Administração da Roseana Sarney (Maranhão), Corrupção na Prefeitura de São Paulo (ou Caso Celso Pitta), Escândalo da Sudam, Escândalo da Sudene, Escândalo do Banpará, Escândalo da Quebra do Sigilo do Painel do Senado, Escândalos no Senado em 2001, Escândalo da Administração de Mão San ta (Piauí), Caso Lunus (ou Caso Roseana Sarney), Acidentes Ambientais da Petrobrás, Abuso de Medidas Provisórias (5.491), Escândalo do Abafamento das CPIs no Governo do FHC.
Governo Lula (Luiz Inácio Lula da Silva) (desde 2003)
Caso Pinheiro Landim, Caso Celso Daniel, Caso Toninho do PT, Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia, Escândalo do Proprinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha), CPI do Banestado ,Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST, Escândalo da Suposta Ligação do PT com a FARC, Privatização das Estatais no Primeiro Ano do Governo Lula, Escândalo dos Gastos Públicos dos Ministros, Irregularidades do Fome Zero, Escândalo do DNIT (envolvendo os ministros Anderson Adauto e Sérgio Pimentel), Escândalo do Ministério do Trabalho, Licitação Para a Compra de Gêneros Básicos, Caso Agnelo Queiroz (O ministro recebeu diárias do COB para os Jogos Panamericanos), Escândalo do Ministério dos Esportes (Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário do ministro Agnelo Queizoz), Operação Anaconda, Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos) ,Caso José Eduardo Dutra, Escândalo dos Frangos (em Roraima) Várias Aberturas de Licitações da Presidência da República Para a Compra de Artigos de Luxo, Escândalo da Norospar (Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná), Expulsão dos Políticos do PT, Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula) (ou Caso Waldomiro Diniz), Lei de Responsabilidade Fiscal (Recuos do governo federal da LRF), Escândalo da ONG Ágora, Escândalo dos Copos (Licitação do Governo Federal para a compra de 750 copos de cristal para vinho, champagne, licor e whisky), Caso Henrique Meirelles, Caso Luiz Augusto Candiota (Diretor de Política Monetária do BC, é acusado de movimentar as contas no exterior e demitido por não explicar a movimentação), Caso Cássio Caseb, Caso Kroll, Conselho Federal de Jornalismo, Escândalo dos Vampiros, Escândalo das Fotos de Herzog, Uso por parte dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004, Escândalo do PTB (Oferecimento do PT para ter apoio do PTB em troca de cargos, material de campanha e R$ 150 mil reais a cada deputado), Caso Antônio Celso Cipriani, Irregularidades na Bolsa-Escola, Caso Flamarion Portela, Irregularidades na Bolsa-Família, Escândalo de Cartões de Crédito Corporativos da Presidência, Irregularidades do Programa Restaurante Popular (Projeto de restaurantes populares beneficia prefeituras administradas pelo PT), Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula entre 2003 e 2004 (mais de 300), Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho ), Escândalo do IRB, Escândalo da Novadata, Escândalo da Usina de Itaipu, Escândalo das Furnas, Escândalo do Mensalão (Terceira grave crise política do governo. Também conhecido como Mensalão), Escândalo do Leão & Leão (República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso Leão & Leão), Escândalo da Secom, Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT, Escândalo do Brasil Telecom (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom), Escândalo da CPEM, Escândalo da SEBRAE (ou Caso Paulo Okamotto), Caso Marka/FonteCindam, Escândalo dos Dólares na Cueca, Escândalo do Banco San tos, Escândalo Daniel Dantas - Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas), Escândalo da Interbrazil, Caso Toninho da Barcelona, Escândalo da Gamecorp-Telemar (ou Caso Lulinha), Caso dos Dólares de Cuba, Doação de Roupas da Lu Alckmin (esposa do Geraldo Alckimin), Doação de Terninhos da Marísia da Silva (esposa do presidente Lula), Escândalo da Nossa Caixa, Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Quarta grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa), Escândalo das Cartilhas do PT, Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados), Escândalo do Proer, Escândalo do Sivam, Escândalo dos Fundos de Pensão, Escândalo dos Grampos na Abin, Escândalo do Foro de São Paulo, Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins), Escândalo do Mensalinho, Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia (ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente), 69 CPIs Abafadas pelo Geraldo Alckmin ( em São Paulo ), Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula, Crise da Varig, Escândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula. Inicialmente conhecida como Operação San guessuga e Escândalo das Ambulâncias), Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados, CPI da Imigração Ilegal, CPI do Tráfico de Armas, Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC, Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST, Operação Confraria, Operação Dominó, Operação Saúva, Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra, Escândalo dos Funcionários Federais Empregados que não Trabalhavam, Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo, Escândalo dos Grampos no TSE, Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula), ONG Unitrabalho, Escândalo da Renascer em Cristo, CPI das ONG s, Operação Testamento, CPI do Apagão Aéreo, Operação Hurricane, Operação Navalha.
Os mais recentes, observe a velocidade alucinante que está alcançando: Denúncia pelo Supremo dos 40 ( sem o Alí-babá), Escandalo Renan Calheiros, Os quarenta de Renan, Escândalo do troca troca pela CPMF ( Lei de Jefferson), Mensalinho de Minas, Severino Cavalcante.(Tudo noticiado na imprensa em geral)
Agora se você é da época dos Affonsinhos, poderia me ajudar a reconstruir os escândalos que aconteceram durante a vida republicana, nasci na implantação do regime militar, mas desde muito jovem criei consciência política. Se você viveu ou tem um comentário interessante a fazer sobre escândalos , envie para mim.
Vamos falar sério, está mais que na hora de passar este país a limpo. Precisamos de uma operação mãos limpas por aqui. Precisamos de Ordem e progresso.
XÔ CORRUPÇÃO!
Luís Stefano Grigolin, 43, corretor de seguros, consultor e especialista em tecnologia ada informação, jornalista, com 29 anos de atuação no mercado de seguros.

MICRO SEGUROS - Uma possível solução

A questão do varejo de seguros, das pequenas apólices destinadas às classes c, d e e, vendidas em sua própria comunidade, não chega a ser uma inovação no Brasil. A companhia de seguros Generali em 1997 fez um piloto na Rocinha, a maior favela da América.
Na minha visão, o ponto alto da questão é realmente a cobrança deste instrumento, que tem inviabilizado as iniciativas de colocação deste produto, conforme afirmou também Antonio Cassio dos Santos, presidente da Mafre Seguros e da Fenaprevi - Federação Nacional de Previdência e Seguros de Vida, na 4ª Conseguro, no Rio de Janeiro , realizado entre 12 e 14 de Setembro.
Uma questão discutida sobre a ótica das seguradoras nacionais, dentro do "status quo" atual, quase que consegue homogeneizar o ideário tupiniquim com as iniciativas da China e India, e também do Banco Mundial. Mas não é verdade!
Ocorre que o conceito de micro seguros é bem mais amplo e passa pela constituição de micro seguradoras, uma alavancagem para pequenos negócios que pulverizariam o risco, desconcentrariam mercado e ofertariam os empregos que Antonio Cassio mencionou, cerca de 300 mil oportunidades, mas de forma descentralizada e autônoma.
A regulamentação do agente é fundamental para este desenvolvimento, mas o agente deverá poder optar por agenciar para uma seguradora ou uma corretora de seguros, pessoa física ou jurídica. Para corretores nas áreas de atuação destes e para seguradoras onde não houvesse corretores de seguros.A formação desses agentes vai ditar os resultados, de forma que passa a ser de fundamental importância. Essa possível vinculação aos corretores teria o caráter de não se ferir direitos adquiridos e tão pouco o exercício ilegal de profissão, assim como não deixar dúvidas sobre a questão desse ser um agente autônomo, com responsabilidades limitadas, que exerceria localmente esta função, estando livre para o exercício de outras, diferentemente do corretor de seguros pleno, evitando a tão temida relação trabalhista, o que inviabilizaria qualquer iniciativa neste sentido.
Este agente seria um vendedor autônomo de bilhetes de seguros, previamente numerados, com indenização e preço definidos, com margem de comercialização estabelecida, cedidos em comodato para agentes previamente cadastrados junto a seguradoras ou corretoras de seguros pessoa física ou jurídica, tendo como incumbência o repasse diário dos numerários para que pudesse receber mais bilhetes. Os bilhetes teriam duas vias carbonadas, que seriam preenchidas pelo agente sendo que uma via é a apólice do cliente e a outra seria devolvida com o prêmio, liquido dos seus vencimentos, que seriam imediatos. Por eles seriam responsáveis tanto o agente, como o corretor e ou segurador. Os agentes ficariam incumbidos de recolher os impostos referentes ao seu comissionamento, recebendo ao final do mês um relatório com as vendas. Mensalmente, comprovando os recolhimentos, poderia continuar a se abastecer com novos bilhetes. A remuneração dos corretores seria mensal sobre o montante das vendas de seus agentes, o que induziria a uma capilarização geográfica importante para a captação destes seguros, que por sí só o corretor não estaria estruturado para captar. Estes os controles mínimos que seriam replicados eletronicamente entre os corretores e a seguradora mediante repasse de numerários auferidos nas vendas.
Operacionalizar e conseguir os agentes é relativamente fácil, o difícil é se encontrar os mecanismos para a formação das micro seguradoras num ambiênte de dominação econômica e concentração existente no país. Dar a proteção necessária a estes micro empreendedores é o real desafio.
Há realmente um papel social e um universo muito grande a ser desbravado, uma "conquista do oeste" para o mercado segurador, que deve entender o momento ímpar de oportunidades, depois de mais de uma década de crescimento lento e apesar da estabilidade econômica. A formação de novos agentes econômicos, a redistribuição de renda e a garantia a vários riscos antes não cobertos certamente será vetor de crescimento econômico e emprego para uma camada social carente.
Cabe uma maior visão a respeito de como potencializar a captação de negócios sem uma visão corporativa de busca de market share sem preocupação com resultados, o que seria catastrófico para a concorrência com micro empresários, e tornaria nula qualquer iniciativa. Crescimento com sustentabilidade, que é tão propalado por grandes empresas, passa por esse caminho. Não adianta só anunciar que o mundo é belo e a natureza precisa ser preservada, precisamos agir como facilitadores do crescimento sócio-econômico ao mesmo tempo em que fazemos crescer os nossos negócios e perspectivas.
Luis Stefano Grigolin, 43, corretor de seguros, consultor e especialista em tecnologia da informação, jornalista, com 29 anos de atuação no mercado segurador.

INDICADORES SEGUROS DE PARCEIROS EFETIVOS

Os corretores de seguros estão carecas de certos jargões de mercado. "Seguro, só com o corretor de seguro", ou "Nosso maior e principal canal são os corretores de seguros". Será que isto é verdade? Não se verificarmos quem está crescendo no mercado! A venda direta!
O seu parceiro segurador divulga a relação completa dos corretores de seguros, por nome, nome fantasia e localização geográfica? Não, então procure avaliar outros parceiros. Este é um indício muito forte de comercialização direta.
O fale conosco, 0800, estão direcionados para um programa de identificação de corretores parceiros nas propagandas de vendas? Não! Então comece a se preocupar.
Os panfletos e anúncios contém em caracteres minúsculos a expressão, "consulte o seu corretor" e ( em letras garrafais) ligue para 0800 sub zero, sub-nada? Cuidado!
Seu parceiro atua nos balcões dos bancos com uma corretora que todo mundo sabe que é cativa ou ligada acionariamente àquela empresa que depois de umas dez composições acionárias tem um vínculo com a seguradora através da controladora ou holding? Iiiiiiiiiii....!
A seguradora atua por canais alternativos sem a intermediação dos corretores parceiros e ensina o caminho das pedras para montagens de corretoras cativas de concessionárias, lojas de departamentos, açougues, boutiques, correspondentes bancários? Rapaz...!
Se estas coisas medonhas estão acontecendo com o seu parceiro segurador, pense na hipótese de procurar um parceiro mais adequado, porque, depois de todo esse dinheirão que alegam estar gastando com tecnologia da informação, e não conseguerm disponibilizar aos consultantes as relações de seus parceiros corretores em diversos relatórios ao gosto do freguês, então meu amigo, a estratégia é outra e você não participa dela!
Alguns fragmentos de ações predatórias vão ser mostradas aqui em doses homeopáticas para que se coloque luz à real estratégia de algumas seguradoras que se dizem parceiras dos corretores de seguros.
Abram os olhos meus amigos!
Luís Stefano Grigolin, 43, corretor de seguros, consultor e especialista em tecnologia da informação, jornalista com 29 anos de atuação no mercado segurador.

CORRETORES DE SEGUROS: ALLEA JACT EST

A sorte está lançada, como diria Asterix. Nenhuma solução mágica ou líder mitológico vai ser capaz de resolver os nossos problemas. Pelo contrário. Tivemos a triste experiência de ver a nossa liderança trabalhando firmemente num vôo solo para êxito pessoal. Não espere nenhuma ação espetacular em favor de nossa classe, porque as peculiaridades são outras, os objetivos passam a ser outros. Tudo passa. Essa é a única certeza, então que passe para melhor. Empunhemos nossa própria bandeira!
Durante muito tempo os corretores de seguros têm relegado para os seus líderes uma tarefa que lhes compete exclusivamente, ou seja, a discussão do seu futuro profissional.
Não é por osmose, inércia, passe de mágica ou geração expontânea que as soluções para o reposicionamento dos corretores de seguros no mercado de seguros vão acontecer.
Perdeu-se muito tempo com uma política de classe fechada, quase secreta, em que prevalecendo-se do entendimento do judiciário de que as questões sindicais são interna corporis, nossa classe foi usada politicamente como trampolim.
Este é o sinal vermelho para que imediatamente tomemos nosso futuro em nossas mãos. A grande oportunidade que temos é o XV Congresso Nacional dos Corretores de Seguros. Acabamos de presenciar a evolução dos seguradores na sua estrutura representativa e não podemos perder terreno num mercado que foi praticamente desbravado e erguido com muito suor dos corretores de seguros. Temos direito a um espaço de coexistência no processo da comercailização de seguros, saúde, previdência, capitalização e outros produtos com sinergia. Temos a legislação a nos apoiar, as entidades de defesa dos consumidores, o Ministério Público e os nossos próprios clientes.
Reagiremos à dominação econômica que nos é imposta, problema que tem sido negligenciado e subestimado pelas lideranças, mas que parece ter vindo à luz, quando ficou evidente a que se prestava realmente a nossa liderança maior de categoria. Página virada na história da nossa classe, que nos sirva de lição a experiência de entregar nas mãos de poucos o nosso destino. Que se organize a nossa representatividade de forma mais democrática e pró-ativa através dos conselhos federal e estaduais, sem o revanchismo e a pequenês com as entidades que não lograram êxuito na nossa defesa institucional. Sem a caça às bruxas, arregacemos as mangas e definamos os nossos rumos à partir de agora, com coragem , determinação e pujança.
Este o espírito guerreiro que devemos levar ao XV Congresso Nacional dos Corretores, assim como toda a gama de diagnósticos e de sugestões, para que, pela primeira vez na história dos nossos eventos saiamos com um documento vigoroso e determinante dos nossos rumos no mercado de seguros. Não podemos sair com mais uma Carta de não sei onde, sob pena de ficarmos eternamente postergando os nossos problemas para o próximo evento, a cada dois anos, ou mesclando eventos regionais, sem que algo de concreto seja realizado em defesa da profissão.
Espero estar levando um alento aos colegas já neste evento, como resultado de iniciativas junto ao Ministério Público Federal que estão prosperando e até mesmo servindo de esteio à proposições altamente fundamentadas para um novo realcionamento dos corretores de seguros com o mercado.
Amigos, se vamos à pescaria temos que nos preparar. Cada enxadada tem que ser uma minhoca. Cada minhoca no anzol, um peixe graúdo. Não vamos mais nos sentar a beira do barranco esperando que depositem os peixes no nosso lago, como que por encanto.
Venho solicitando a atenção de todos há muito tempo para a questão da sobrevivência da nossa profissão e da gestão da representatividade, mas a água bateu nas nádegas.
Vamos fazer um papel decente neste nosso congresso, somar esforços e competências e fazer valer nossa força de categoria profissional competente.
Luís Stefano Grigolin, 43, corretor de seguros, consultor e especialista em tecnologia da informação, jornalista com 29 anos de atuação no mercado segurador.

domingo, 23 de setembro de 2007

CORRUPÇÃO ENDÊMICA NO BRASIL

É uma vergonha! Assim diria Boris Casoy ao se manifestar quanto ao alto índice de corrupção ativa e passiva que presenciamos por todos os veículos de comunicação do país, todo santo dia.
Virou coisa tão corriqueira que alguns dos meus pares jornalistas tratam com a maior naturalidade a quebra de preceitos constitucionais e a barganha criminosa entre os poderes. O que é o mensalão diante dessa nomeação gigantesca de gargos de segundo escalão, declaradamente, em troca de posicionamento político diante dos interesses dos governos na preservação da CPMF?
Isso tudo é notícia crime! Cadê a polícia! Mas que polícia?
Como impedir corrupção em um país que as polícias estão sob comando de políticos meliantes? Como impedir tráfico de influência num país onde o presidente da república indica os ocupantes da suprema corte, onde governadores elegem o presidente dos tribunais estaduais, onde o governo amplia os cargos em comissão e loteia a máquina pública, onde o governo leiloa os cargos de segundo , terceiro e primeiro escalão em troca de posições não republicanas de congressistas que por sua vez não deixam escolha, numa visível extorsão à luz do dia?
Cadê a vergonha? Só conseguimos ver a falta dela!
Vivemos um Second Life, onde vale tudo e as regras do jogo são essas. Não são! Estamos tropeçando em crimes, dois pesos e duas medidas, homens públicos fazendo que não enxergam o óbvio, estamos em meio a uma montanha de ilegalidades na política nacional, é uma vergonha!
Estamos entorpecidos e anestesiados com tanta corrupção e impunidade!
Em qualquer país civilizado deste mundo o governo já teria caído, muitos atores estariam atrás das grades. É ridículo assistir a passividade coletiva da sociedade como um todo, e da oposição destruída, refém de suas próprias besteiras, onde o roto não pode falar do rasgado. Não é crível que Renan Calheiros pudesse ter escapado da cassação se ouvessem homens probos, à prova de tudo, dentro do congresso nacional.
Por que a grande imprensa não coloca em letras garrafais a Constituição Federal e as transgressões que implicam essas barganhas escandalosas? Será que é porque dependem dos anúncios das estatais nos seus veículos? Onde está a oposição? Eu me envergonho de participar de um partido de oposição! Eu me envergonho de ser honesto! Eu me envergonho de não seguir o exemplo daquele velhinho que adentrou ao palácio com uma bengala e plantou na cabeça de José Dirceu. É escandalosamente gritante o mar de corrupção neste país!
Se não fosse por uns poucos obstinados e ousados jornalistas perseguidos como Arnaldo Jabor e Sallete Lemos entre outros, e alguns remanescentes homens probos do congresso, estaríamos vivendo um ambiente de "Alice no país das maravilhas".
O presidente da república não deveria estar questionando cadê as provas que incriminam os seus correligionários, deveria estar propondo medidas para achá-las e para restringir novas ações que impedissem a progressão geométrica da corrupção. Cadê as medidas provisórias, as proposições ao congresso do executivo para a desburocratização, controles mais apurados na gestão, para a qualificação de pessoal, para a reforma política e administrativa , para a extinção e redução drástica desses cargos sem concurso público, ocupado por homens de índole duvidosa que promiscuamente os barganham? Então não se pode afirmar que este governo seja sério!
É sério um governo que ajuda a manter um senador aclamadamente descartável pelo povo, é sério um governo que mantém na sua base como líder de governo um representante do partido cujo líder denunciou todo o esquema e o modus operandi do mensalão, e foi cassado por isso, onde acabam de ser indiciados os assessores mais próximos do presidente da república? É sério um governo que tem como Ministro das Relações Institucionais mais um integrante deste partido, acusado agora do mensalão mineiro? É sério um governo que nomeia ao órgão regulador do mercado de seguros e resseguros uma indicação de Roberto Jefferson, que depois de cassado, continua presidente do mesmo partido?
É séria esta entrevista do Presidente da República onde o jornalista do The New York Times ironicamente o chama de "presidente teflon", onde nada gruda? Seria hilário se não fosse trágico.
Será que ele achou charmoso o adjetivo? Ou aceitou o embuste guela a baixo e ainda achou bonito e gostoso!
O presidente tem razão ao não dar entrevistas coletivas a todo instante, pelo menos nos preserva de sua ignorância quanto aos fluxos econômicos internacionais, dizendo que uma crise de proporções planetárias como as de "sub prime" no mercado imobiliário americano não atingiria o Brasil. E também diminui a convicção por parte dos jornalista externos que o presidente não sabia de nada. Eu me incomodo pela desfaçatez do presidente e pela idêntica postura dos jornalistas norte americanos, que tem por hábito um humor refinado, quase imperceptível para quem não conhece o povo norte americano, cuja característica é intrínseca. Isso se torna hilário, lá fora, e é visto como algo que chamamos aqui de "cara de pau", ou "vaselina". A posição do leitor americano a este estado de coisas é a expressão " como pode?" traduzida literalmente!
Mas por aqui acham graça! Não sei de que?
É preciso fazer valer as leis deste país e enquadrar toda esta corrupção sem medo de desestabilização institucional. É tanta corrupção nos três poderes que há na sociedade a angustiante sensação que isso pode acabar demolindo a democracia. Talvez esta a sábia posição da população, que a tudo vê e a tudo se cala. Talvez esperando que hajam soluções e acomodações políticas para os casos de polícia em que se tornaram a insana relação entre os poderes da república, tendo em vista que de dois em dois anos podem corrigir nas urnas.
Que Deus fortaleça este entendimento e que possamos banir mais um monte de inservíveis que ocupam cargos públicos deste nosso país.
Luís Stefano Grigolin, corretor de seguros, consultor e especialista em tecnologia da informação, jornalista, suplente de Deputado Federal pelo PPS e cidadão indignado com maus políticos.

sábado, 15 de setembro de 2007

MERCADO SEGURADOR AINDA É ASSUNTO INTERNA CORPORIS

Há muito tempo trabalho pela divulgação institucional do mercado de seguros junto às grandes mídias. Grandes jornais, revistas, tele-jornais, internet, em todas as redações tenho me feito presente, discutindo, informando, orientando, formando opinião, de quem faz opinião para o grande público. O mercado de seguros é um grão de areia no universo das informações dos grandes veículos. Como é um mercado muito fechado, cristalizado e voltado para si próprio, esta tarefa fica muito árdua. Desmistificar o jargão do setor, mostrar as vantagens em se contratar vários tipos de seguros, performance das companhias, lançamentos de produtos e serviços, tudo isto faz parte de um trabalho orientado ao crescimento do mercado e ao conhecimento público. Só que ultimamente o mercado de seguros anda compondo as notícias pejorativas na relação de consumo. É uma contra-propaganda a todo o esforço monumental de abrir os olhos dos formadores de opinião de massa para o nosso segmento. E já foi pior. Há dez anos praticamente não se tratava do assunto nas grandes mídias.
O mercado segurador se vende muito mal. Anuncia pouco, quando anuncia, anuncia mal, com peças publicitárias de pouco efeito e de periodicidade insuficiente. No aspecto noticioso, não cria fatos poderosos para que se retrate na mídia. É um segmento cristalizado, liderado por amadores que conhecem um pouco de seguros e muito menos de comunicação, marketing e propaganda. Eu diria até que muito pouco mesmo de administração.
A mídia segmentada dirige seus esforços para o ego dos dirigentes e suas empresas, promovendo um verdadeiro desencontro de informações, premiações e homenagens que divergem entre sí, de acordo com o investimento nas publicações. Então, qualquer publicidade interna corporis perde seu efeito, a não ser o de massagear o ego de quem está bancando. Todo segmento é marcado pelo convívio social e destaque de personalidades, mas no mercado de seguros, os agraciados estão muito perto do ridículo, diante desta realidade.
Eventos tradicionais das seguradoras e dos corretores de seguros não encontram ressonância na sociedade e nos meios de comunicação de massa. Descrédito é a palavra que melhor se aplica. Basta ver o recém encerrado Conseguro realizado no Rio de Janeiro entre 12 a 14 de Setembro, no Rio de Janeiro. Não fosse umas escassas linhas nas grandes publicações, dando foco nos convidados como o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo e no Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e suas análises macroeconômicas, o evento sequer tinha sido citado. Para não deixar cair no vazio, levamos as informações através do Google a outras publicações segmentadas e distribuimos as informações aos nossos 110 mil leitores, que proporcionam cerca de 4 milhões de acessos por mês. Mas sem o reconhecimento de dirigentes do setor, que preferem focar em questões umbilicais.
A falta de visão mercadológica e de mensuração tem levado algumas "autoridades do setor" a propalar informações que não são confirmadas pelos analistas de mercado. Por exemplo, o crescimento do setor de seguros na verdade está focado nos produtos financeiros, que são mera aplicação de recursos como na previdência privada e no VGBL incorporados aos numeros do setor. Descartado estes números, o mercado, salvo alguns ramos que começam timidamente a compor resultados, está andando de lado faz tempo, protagonizando um rouba monte, uma guerra de preços e uma desassistência ao consumidor em escala, medida pelo número de ações na justiça e de problemas junto aos órgãos de defesa do consumidor. Tirando a telefonia e os planos de assistência médica, seguros aparece em destaque nos problemas da população.
Nomeação política na regulação de mercado, escândalos no IRB, na SUSEP, supervalorização da abertura do resseguro, nebulosidade no seguro DPVAT, concentração de mercado, concorrência desleal, crimes contra a economia popular, formação de oligopólio, fazem com que os formadores de opinião e as principais redações deste país olhem com outros olhos este mercado. Não adianta morder e soprar. A imagem que fica é de um segmento desestruturado.
Este mercado precisa de uma grande reorganização sócio-econômica através de auto regulação, uma ordenação regulatória mais atual e democrática, credibilidade dos líderes do segmento e autoridades reguladoras, e, principalmente de ações voltadas ao consumo.
Enquanto as diretrizes dos seguradores estivem voltadas para a ganância no aumento de suas margens, market share, captação de recursos baratos, opressão de fornecedores e parceiros, e principalmente, redução de indenizações por vias questionáveis, em detrimento dos demais componentes do mercado e a favor de suas margens, não haverá repercussão positiva do segmento. Podem fazer a pirotecnia que quizerem, mas não alcançarão o consumidor com seus cantos de sereia.
Já deixei consignado a nossa força e credibilidade na mídia nos últimos dias, divulgando aquilo que interessa e simplesmente descartando o blábláblá de sempre. A imprensa tem filtros e não conseguirão promover o segmento com inverdades e ações que vão contra as relações de consumo. O caminho para a divulgação institucional do mercado passa por pressupostos de legalidade, interesse público, seriedade e inovações que interessem as relações de consumo. Fora disso, é melhor alimentar o ego nas publicações do meio, que se prestam a este papel mediante contrapartida.
Luís Stefano Grigolin, 43, corretor de seguros, consultor e especialista em tecnologia da informação, jornalista, com 29 anos de atuação no mercado segurador.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

TEMPOS MODERNOS

Em Dezembro próximo completo 30 anos de atividades profissionais. O seguro fez parte desta jornada durante todo o tempo. Como todo garoto precoce, daqueles que têm a minha idade, os 13 anos era aguardado como o momento da decisão sobre a sua vida profissional. Mas o que um garoto aficcionado pelo futebol de salão, pela motocicleta, pelas domingueiras do Clube de Regatas Tiête, que ainda curtia um MAD e um Pasquim, madrugando num domingo na banca da esquina, que não dispensava um Dan-Top, um drops Dulcora, uma Coca-Cola, que trazia o Estadão pra casa com umas 250 páginas, a maioria oportunidades de emprego, poderia esperar do seu futuro profissional?

Louco pra parar de filar umas voltinhas nas motos dos colegas, queria comprar minha própria moto, as chegadas 125cc, mas a mesada mal dava para os lanches no Mata Fome, um lanche de bife acebolado que fez história em São Paulo, para quem é da Zona norte, por curiosidade o negócio existe com o nome de " o mesmo" depois de perder o nome para um concorrente que registrou a marca. Mal dava para a entrada da domingueira e para os passeios no Shopping Iguatemi, o único da cidade, na Av. Faria Lima e a comprinha das roupas, porque andar impecável era fundamental. O Shopping Center Norte era o lixão da vila Guilherme, onde era depositado todo o lixo da cidade.

Então com a promessa de ter meu lugar garantido no Banco F.Barreto S/A assim que completasse os 14 anos , não pude esperar e arrumei um emprego com meu tio que tinha uma empresa de informações comerciais, o que é hoje o que se entende por SCPC e Serasa , que nem existiam à época.

Em, questão de meses o meu tão sonhado emprego no banco e logo de saída o contato com o seguro da Cia. Aliança da Bahia, cliente do banco e que usava o balcão como ponto de venda. Seguro de vida em grupo, basicamente como o é ainda hoje.

Passei pela Auxiliar Seguradora do Grupo Bonfiglioli (CICA, lembram dessa marca?) onde tive uma base imensa sobre seguros, como treinee de gerente de produto, BCN Seguradora , Bemge Seguradora, Itaú Seguros, até que resolvi empreender em vôo solo e depois administrar algumas empresas como Mappin, Hermes Macedo, Teletrim, além dos negócios com jeans, materiais elétricos, vendas de consórcios, corretora de seguros, empresa de tecnologia e publicações segmentada na área de seguros.

Durante toda a minha vida profissional colaborei para o crescimento do mercado, a inovação de produtos e serviços, a informação, as tecnicas de venda, toda a minha experiência, criatividade e ousadia, estão neste mercado de forma direta ou indireta.

Mas tenho a nítida impressão que se sabia muito mais sobre seguros do que se tem como conhecimento médio dos atores da corretagem de seguros hoje. As regras de negócios, a taxação, a atuária, a venda consultiva foram muito mais exigidas quando o público em geral não sabia o que era seguro. Hoje o sujeito sabe cotar preço, induzido por anos a fio de venda do "melhor preço". Hoje um consultor de seguros precisa lutar muito para não ser atropelado por um vendedor de "melhor preço". A maioria dos corretores em atividade não conheceram os 32 volumes de tarifas da Editora Manuais Técnicos de Seguros, dos Roncarati. Não conhecem a tarifa de automóveis e não sabem taxar um risco empresarial ou industrial, fazer um croqui, uma inspeção de risco, uma vistoria prévia, uma regulação de sinistros, acompanhar uma perícia de um Falcão Bauer, por exemplo, depois de um incêndio vultoso. Hoje nos tempos modernos há os operadores se sistemas de cálculos, mas sem a experiência de campo. Muita gente não sabe, mas os bancos tiveram papel fundamental na conquista deste mercado, prospectando em lugares inóspitos para a venda de seguros, levando gerenciamento de riscos a empresas, formando profissionais como eu por exemplo. Eu não conheceria seguros, se não fossem os bancos. Aprendi muito operando do lado de dentro de instituições bancárias. Se pude exercer a profissão de corretor de seguros, antes desse mercado se tornar uma guerra generalizada de preços, isto devo às salas de aula e campo na Auxiliar Seguradora e ao querido Vargas diretor de Recursos Humanos, da qual era acionista a BradescoSeguros, do diretor José Henrique Pimentel, hoje na Sul América, a Itaú Seguros que tinha umas propostas mágicas com as regras de negócios e taxação do seguro e suas cláusulas , todas ordenadas e de fácil visualização e elaboração de cálculos e propostas num só formulário, uma coisa brilhante que foi abandonada não sei por qual motivo, poderia ser eletrônica hoje, e a figura de Luiz de Campos Salles, a Unibanco Seguros que elaborou os melhores manuais de produtos para corretores e a figura pragmática de Jose Rudge, e ao dinamismo, coragem e empreendedorismo de Jayme Garfinkel da Porto Seguro, com o qual muito colaborei no desenvolvimento de seus negócios junto a tantos outros corretores valorosos. Não poderia deixar de registrar a convivência com João Bosco de Castro, ex-Internacional Seguros, Fenaseg e Nobre Seguradora, um amigo com o qual troquei experiências sobre este mercado de forma muito proveitosa. Duas gerações, duas cabeças difentes, que se complementaram num grande projeto de tecnologia em seguros. Seria brincadeira relacionar todos os relacionamentos valorosos que mantive neste mercado, mas julguei que elegendo estas personalidades estaria fazendo justiça e ao mesmo tempo uma homenagem pelo meu ângulo de visão deste mercado.

Não poderia deixar de registrar a grande interatividade que pude ter nos últimos dez anos com meu arqui-inimigo político sindical Leôncio de Arruda, com quem tenho uma relação de respeito mútuo, sabendo que ambos crescemos profissionalmente e pessoalmente com nossos embates, e que de certa forma colocamos conhecimento e debate para toda a classe. Talvez pudéssemos ter feito isto de forma mais produtiva e sem desgastes, sem ter criado monstros nas nossas costas, mas a vida toma rumos de acordo com nossas decisões de livre arbítrio momentâneas.
Acho que neste pequeno balanço da minha vida em seguros, possa vislumbrar um caminho novo para o corretor de seguros percorrer. Um caminho que leva a volta ao passado, ao resgate do conhecimento de base, ao aprofundamento das tecnologias, da operação conjunta e de reunião de esforços e competências para fazer frente aos desafios comerciais que se apresentam. Ainda não pusemos a fórmula mágica num só caldeirão, mas tenho a impressão que já temos todos os ingredientes. É só seguir a fórmula de forma adequada e chegaremos a um bom resultado, nestes tempos modernos. A despeito das desistências de milhares de colegas frente aos novos desafios, quero levar uma palavra de esperança aos que persistem. Há uma luz no fim do túnel e não é uma locomotiva em sentido contrário!

Luís Stefano Grigolin, 43, corretor de seguros, consultor e especialista em tecnologia da informação, jornalista, com 29 anos de atuação no mercado segurador.

OS 185 ANOS DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

7 de Setembro de 2007

185 anos da Independência do Brasil

Ainda somos dependentes da nossa própria inação. Por falta de iniciativa, ainda somos submetidos a uma escorchante tributação, somos dependentes do estado assistencialista e somos pacíficos com as adversidades criadas por políticos sem dignidade.
Esta legislatura começou com a importante missão de resgatar o pior desempenho político da nossa história, registrada na legislatura anterior. Começamos mal.
Mas como não há mal que sempre dure e a esperança é a última que morre, porque você morre primeiro, vamos tratar de nos manifestarmos quanto às nossas aspirações políticas, sociais e econômicas para os nossos representantes deste Congresso, do Judiciário e do Executivo.
Poderes independentes?

Independência aos poderes como reza a Constituição Federal!
É inadimissível que se assista passivamente ao mar de lama institucionalizado na República. O Supremo Tribunal Federal acaba de lavar a alma de todos os brasileiros de bem, que começavam a desacreditar na justiça, nas instituições, no futuro e na vida.
Urge que os homens públicos deste país se levantem e proclamem uma nova independência. Precisamos nos libertar da libertinagem, da corrupção, da sacnagem que virou o mundo da política, dos maus políticos, dos políticos profissionais, dos picaretas, dos quadrilheiros, dos aproveitadores, dos usurários da coisa pública, dos saqueadores do patrimônio público, dos governantes incompetentes, dos funcionários públicos acomodados, dos empresários espertalhões, dos sonegadores de impostos, dos destruidores de postos de empregos, dos ladrões de almas brasileiras, dos traficantes de drogas, dos assassinos, dos vagabundos, dos miliantes e dos irresponsáveis que em detrimento de uma enorme população carente se locupletam do estado.
Esta a verdadeira independência!

Ou ficar a Pátria livre destes crápulas, ou morrer pelo Brasil!

2008 e 2010 estão aí. Voto não tem preço, tem consequências!

Que nesta data cívica o povo possa refletir sobre o conceito de independência!
Independência é ensinar aos jovens moral e cívica e organização social e política brasileira, retirada do currículo escolar por desvio de finalidade.
Para curar a doença, mataram o paciente. Independência da ignorância, já!

Luís Stefano Grigolin, 43, corretor de seguros, consultor e especialista em tecnologia da informação, jornalista, com 29 anos de atuação no mercado segurador.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

O POLÊMICO SEGURO OBRIGATÓRIO - DPVAT


Este seguro tem história. Desde o bilhete de seguros da década de 70/80, instrumento pelo qual se arrecadava o prêmio ( valor pago pelo seguro), com preenchimento manual, falta de padronização, vários tipos de fraudes, desde a autenticação fraudulenta até mesmo a emissão de vários bilhetes com mesma numeração e de dificílimo controle, tanto por parte das seguradoras como pelos Detrans, exigido na apresentação juntamente com o documento do veículo nas fiscalizações precárias, era um caos. Era tão difícil se vender um seguro DPVAT que as companhias ofereciam até 45% de comissão de vendas pago no ato aos corretores de seguros. Com a total ausência de informações o público de forma geral nem sabia que podia recorrer à indenização, e nem como proceder. Então era um seguro muito rentável, mesmo com toda precariedade da oferta e fiscalização.
Com a formação do Convênio DPVAT na década de 90, tentou-se organizar as duas pontas. Na venda onde o pagamento era efetuado no ato do licenciamento, num documento acoplado ao Certificado de Propriedade do veículo. As comissões de vendas passaram a ser pagas mediante apontamento do número da Susep (carteira oficial dos corretores der seguros) neste documento. Não demorou a ser criado mais um oligopólio na distribuição deste seguro, agora na mão dos despachantes policiais que viram um grande nicho à sua frente, pois corretores de seguros faziam parcerias com estes profissionais para pegarem na fonte a comissão. Se todo veículo tinha que ser licenciado e o documento estava atrelado ao seguro, então a fonte era o despachante. Ocorre que várias fraudes foram descobertas com a adulteração do número de susep, algumas grosseiras, com carimbos sobrepondo o número anteriormente colocado pelo corretor do proprietário do veículo. Na administração, o licenciamento ficaria atrelado ao pagamento do DPVAT, o que não dispensaria sua apresentação na fiscalização, que ainda verificava a autenticação , agora no certificado.
O comissionamento foi sendo reduzido gradativamente até que o Convênio DPVAT propôs aos sindicatos a eliminação do pagamento das comissões diretamente aos corretores em troca de um percentual pago diretamente aos sindicatos. Ocorre que este acordo ilegal retirou a remuneração dos corretores que eram os profissionais procurados pelos proprietários dos veículos em caso de sinistro ( ocorrência que demanda a utilização da apólice). Em contrapartida esses recursos viraram o ápice da "farra sindical" , representando grande parte dos orçamentos dos sindicatos de corretores de seguros, que usavam para gerir a máquina sindical e se manterem no poder com gastos eleitorais.
Nesta oportunidade, então 1998 entrei no Ministério Público para conter esse abuso e malversação de recursos. E aí começa um processo que desagua com a propositura de ações cíveis públicas na Justiça Federal que impediram o repasse do DPVAT às entidades em 2002.
Neste ano estavam ocorrendo diversas disputas pela liderança dos corretores de seguros e esta ação foi fatal para o sindicalismo. Neste momento, atuando conjuntamente na liderança da chapa de oposição que disputava a Fenacor, começavam aí nossas divergências. Uma política e a outra financeira, pois estava tirando a fonte principal de renda das entidades sindicais, para moralizá-las.
Veja como a imprensa relata o fato na época:
Justiça barra repasse do DPVAT a corretores
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2705200210.htm
Entidade afirma atender 245 mil pessoas ao ano
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2705200211.htm
O Diário do Grande ABC em matéria de capa e mais duas páginas inteiras no interior do primeiro caderno também deu destaque ao bloqueio em uma edição de domingo. No domingo seguinte deu o direito de resposta a sindicalistas que me chamaram de desiquilibrado, de sindicalista derrotado e outros adjetivos simpáticos.
Sem a possibilidade dos corretores atuarem mais no seguro DPVAT de automóveis de passeio, restaram as categorias 3 e 4 de utilitários e de veículos de transportes, que ainda eram feitas na base do bilhete, com todos os vícios citados lá da década de 80. Resultado era uma balbúrdia e também foi incorporado ao Convênio DPVAT, juntamente com os veículos de passeio. Mais uma vez o comissionamento do corretor foi restrito, desta vez diminuido , mas gerou a tentativa de se direcionar os seguros apenas para as corretores pessoas jurídicas, proibindo as pessoas físicas de intermediarem tal seguro, Isso em final de 2004, gerou outra disputa dos corretores de seguros com o Convênio. E também foi o estopim para as divergências entre a Fenacor e alguns corretores que veio a público, no que foi seguido pelo escândalo no IRB, que envolvia um de seus membros, o vice- presidente da entidade, diretamente. Aí a origem das ações na justiça do Rio de Janeiro e Goiás impetradas pelo atual superintendente da Susep contra corretores e seu veículo de comunicação.
Desde 2002 a Fenacor, vem defendendo a abominável participação das entidades sindicais dos corretores na arrecadação do DPVAT, ação que se encontra no STJ - CLIQUE AQUI PARA VER , até agora com decisões desfavoráveis a sua continuidade. Pede o Ministério Público inclusive a devolução dos valores percebidos e gastos antes do bloqueio em 2002.
INFORMAÇÕES AO PÚBLICO SOBRE O DPVAT
Primeiramente gostaria de cumprimentar pela farta cobertura do segmento se seguros na edição deste domingo da Folha de São Paulo. Creio que o público consumidor de seguros e os agentes de mercado certamente tiveram uma informação de qualidade ao seu alcance. Veja em http://www.folha.com.br/ e na busca digite DPVAT, SEGUROS E FRAUDE.

Gostaria apenas de complementar quanto ao DPVAT que realmente os 15% da arrecadação apontados pela Folha é realmente um mistério. Caberia a Fenaseg - Federação das Seguradoras, esclarecer este custo de adminisrtração astronômico, que aliado ao repasse de 5% ao Detran para emissão do documento anexo ao certificado de licenciamento, torna realmente oneroso este seguro obrigatório. Outra questão cabe quanto a obrigatoriedade do seguro para aqueles proprietários de veículos que já contratam seguros habitualmente com coberturas muito superiores à oferecida por este seguro. Outro aspecto que não foi divulgado é que a Susep- Superintendência de Seguros Privados e a Funenseg- Escola Nacional de Seguros percebem parte desta arrecadação, o que é no mínimo questionável, sobre o aspecto dos serviços prestados ao convênio.
Outro aspecto intrigante e já abordado pela Folha em 2002 quando foram suspensos alguns repasses como para os sindicatos de corretores Sincor's é o da defesa do quinhão das entidades em processo no STJ, ainda pleiteando os repasses bloqueados. Há indícios levados ao Ministério Público que os repasses estariam acontecendo com outra rúbrica descumprindo ardilosamente adecisão judicial.

A questão que fica é se anteriormente como defensor dos repasses para as entidades sindicais de corretores, a superintendência vai manter também o repasse de parte do dinheiro arrecadado no DPVAT para a SUSEP?

Será que é por estes motivos que a Superintendência não quiz se manifestar aos repórteres da Folha?

É lamentável.
SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA
Acabar com o DPVAT, com o Convênio DPVAT, antes que se torne a seguradora do DPVAT, como já se tem notícia no mercado segurador de intensões neste sentido e substituí-lo pelo Seguro Obrigatório de Condutores de Veículos Automotores, sendo comercaializado por seguradoras independentes, indenizados por eles próprias, vendido por corretores de seguros capazes de acompanhar a regulação e pagamento ao consumidor das indenizações. Coberturas mínimas apropriadas para danos materiais e pessoais, acabando com o incontável número de ações na justiça para reparação de danos causados no trânsito. As taxas seriam individualizadas e haveria competição entra as seguradoras. Abaixo ao monopólio. Acabaram com o monopólio do resseguro e deixaram essa figura estranha do DPVAT. Fiscalização, carteira de motorista emitida a cada um ou dois anos com recebimento do seguro, sendo obrigatória a ponderação das multas aplicadas a cada condutor na formação de preço, além de todos os fatores de riscos conhecidos e aplicáveis, à excessão de informações creditícias , que se tornaram aberração jurídica do segmento de seguros.
Xô DPVAT! Mato a cobra e mostro o pau! Trabalho para os corretores, serviços para os consumidores, fiscalização e controle e indenizações apropriadas. Chega de desvios, que se cobre uma taxa apropriada para administração e que o INSS solicite indenização da seguradora em cada caso específico , até o limite da indenização do seguro.
Luís Stefano Grigolin, 43, corretor de seguros, consultor e especialista em tecnologia da informação, jornalista, com 29 anos de atuação no mercado segurador.

Convenção Coletiva de Consumo